Postagens

Divindade dos números

Imagem
Estava pensando nos números, na má utilização que vem sendo empreendida, a ponto de fazer desacreditar da matemática. Como podem usar os números para oprimir? pensava. Metas no ambiente de trabalho, medição matemática do alcance, da falta de atingimento, e etc... Mas esta não deve também ter sido a única coisa divina, que o ser humano vem usando para distorcer, e fazer mau uso. Não, por favor não vá agora, espere mais um pouco...   Havia uma bela sensação de inspiração sobre números. Que coisa, queria sentir mais um pouco essa brisa... E ela veio, assim como um leve toque do vento. Vamos embarcar nessa imaginação. Voando sobre números, para conhecer um pouco sobre a divindade, a precisão que eles, os números possuem. Cavalgava assentado sobre o número oito, perfeito. Ao centro deste número o assento. Pouco mais adiante, na borda do primeiro arco, saiam duas asas, leves como plumas. Assim voava levemente sobre um universo de números,...

Corvo, em nova aventura: Voando entre mundos.

Imagem
Voar é tudo que um pássaro gosta de fazer, enfrentar a brisa, fazer acrobacias com os amigos e até desgrudar um pouco do grupo para algumas aventuras. Ah como é bom voar, somente um corvo pode saber com intensidade o que é esse prazer.  Mas não poderia imaginar que um vôo fosse levar a lugares tão distantes, dentro do mesmo espaço.               Conto: Vôo entre mundos. Graaaak graaaak  graaaak : tradução: deixa que eu mesmo anuncio:                           Eu, o corvo, voando. Que tal um dia de sol, com vento suave, temperatura agradável? ah e minhas queridas companheiras e companheiros para enfeitar nossas acrobacias. Achei que aquela brisa favorável seria um bom incentivo para voar mais acima e segui em frente sem dar conta que distanciava dos demais. Era uma manhã, havia sol. Não entendi por que em determinado momento começou a escurec...

Correios do outro mundo

Imagem
        Aparentemente era mais um final de tarde, fim de um dia de trabalho naquela agência dos Correios.   O sol brilhava, e daquele brilho, enquanto as pessoas saíam do trabalho,  outra movimentação ocupando o mesmo espaço começava a surgir. Mas não parecia estar na mesma dimensão de espaço..                         Correios do outro mundo                         Por:  Roberto Zaghini Aqueles que saíam deparavam-se com os que iam entrando, mas não notavam. Tudo muito claro como o brilho do sol, entrelaçando presenças. Balcão de atendimento, cadeiras de espera mudaram um pouco de formato, mantendo a mesma função. Um homem transparente e luminoso tomou lugar próximo ao balcão, e assentado, chamou o primeiro que aguardava atendimento. Era uma senhora, de silhueta fina, com ar pouco entristecido. - Pois então senh...

Descoberta tenebrosa de um corvo

Imagem
Voava atento, buscando no ar um som feminino de uma gralha. Mas não sei porque comecei a sentir uma sensação estranha, lá nas alturas estava sintonizando com alguma coisa da vida humana.  E pra onde isso iria me levar?                graaaaaakkk graaaaakk graaaaaakkk                             Descoberta tenebrosa do corvo                Por: Roberto Zaghini Ah as alturas, que bom voar, a brisa e as rajadas de vento em algum momento produzindo som e aquela sensação aumentando . Quem voa não tem medo, então voei justamente na direção daquele som e da sensação que só aumentava. Foi então que passei a ouvir um trecho de uma canção humana, bem baixinho, parecia dizer que, que.. a bruxa morreu. A bruxa morreu.   Ótimo, pensei logo, então está tudo bem, vou em frente. Um pássaro está sempre integ...

Grupo Escolar Capela do Socorro

Imagem
Quem estudou no G.E. Capela do Socorro nos anos 60, sabe que o espaço para convivência nesse ambiente, escolar era algo inesquecível. Poucas escolas tem essa possibilidade. Lembro que o corre corre era interminável, no bom sentido, no jeito de meninos e meninas correrem, esbanjando alegria. Os estudantes podiam se esbaldar pelos amplos espaços. Além das sementes de árvores que plantamos num espaço lateral da escola, onde normalmente não se podia transitar, havia uma incomparável vantagem. Ao sair do período de aulas, descobríamos que a rua, onde estava e até hoje está a escola, TAMBÉM ERA NOSSA, de todos estudantes! E posso provar: Que escola tem uma rua só sua, onde termina e começa tudo? Pois bem, onde se localiza o Grupo Escolar Capela do Socorro, hoje Emef Professor Almeida Junior, há um largo, onde termina ou começa a rua. Quem saía das aulas, em nosso tempo, podia caminhar no meio da rua. Era muita vantagem. A escola mais próxima, o Melvin Jones, era estadu...

Árvores que plantamos

Imagem
                                        O Grupo Escolar *Capela do Socorro, localizado na zona sul de São Paulo, sempre foi uma escola com instalações amplas, principalmente na parte externa. Havia um amplo páteo onde os alunos lanchavam, corriam, jogavam bolinhas de gude, no intervalo.               Árvores que plantamos             Por: Roberto Zaghini Além do páteo uma área cimentada externa em volta da cobertura que os alunos podiam ocupar. Além de bolinhas de gude, brincavam de rodar peão. As meninas pulavam corda, amarelinha.. Numa outra área que fazia divisa com a mata ao lado do rio Pinheiros, exite uma ampla área verde. Nesta área os alunos não podiam circular. Nos primeiros anos de escola, creio que entre 1965, 1967.. no curso primário, havia um dia em especial em que os e...

Um corvo não leva desaforo pra casa

Imagem
Depois  de tantos encontros e desencontros, numa manhã com ventos mais fortes, lembrei daquele dragão. O mesmo que num acaso quase me torrou com uma baforada de fogo. Ah se o vejo de frente novamente, acerto ele direitinho. Aí pensei, e por que  não?  Conto:  Um corvo nunca leva desaforo pra casa   Por:     Roberto Zaghini Olhando assim para o meu tamanho e comparando com o dragão, poderiam pensar que eu estava ficando louco.   Mas quem é que consegue medir o tamanho da inteligência, e principalmente do desejo de vingança de quem foi  desaforado? Assim com esse pensamento na idéia, alcei vôo bem alto, semelhante à rota que havia feito naquele dia em que fui parar no castelo de um certo reino, com sapo, princesa, dragão  e tudo mais. Pensando na dignidade dos corvos, voei até a mesma altura e local que havia voado naquele dia. Caprichosamente a ventania soprou da mesma maneira mudando nov...